O goleiro Vágner Silva revelou o motivo por não ter seguido no Athletico. Campeão paranaense de 2026 como destaque do Operário, o arqueiro de 39 anos foi revelado pelo Furacão no início dos anos 2000.
Convidado do podcast “Dois Um”, do UmDois Esportes, ao lado de Thiago Mehl, atual preparador de goleiros do Coritiba, Vágner revelou que ouviu de dirigentes do Rubro-Negro, na época, que sua baixa estatura para a posição foi determinante para a saída precoce do clube.
“Dizem que é. Dizem que eu não tive por isso [por causa da altura]. Eu não posso afirmar assim com todas as letras. Mas eu escutei de alguns diretores na época, porque, assim, chegou um certo ponto no Athletico que eu comecei a fazer coisas que eu falei: ‘tem que ser muito diferente’. Eu comecei a bater falta, a fazer gols de falta. Comecei a bater pênalti e fazer gols. Porque eu precisava que as pessoas me notassem. Porque o que acontece, eu cheguei um menininho do interior, era muito magrinho. Muito pequeninho e magrinho. Mas o médico me disse, na época, que eu ia chegar a 1,90m. O meu irmão chegou a 1,91m, mas eu parei de crescer ali no 1,85m, mas eu ganhei quase 20 quilos em um ano no Athletico”, explicou Vágner.
“Acho que talvez o que tenha levado você a continuar em um ambiente desse, cheio de monstro, com caras de 1,80m e poucos, 1,90m já no sub-15, sub-17, foi a técnica. Porque, com certeza, se você não fosse muito técnico, talvez não pisasse no clube”, opinou o companheiro de posição Thiago Mehl.
“Ele está abaixo da média mundial, mas a última Copa do Mundo, ficou em 1,88m, a Premier League está próximo de 1,90m. Parece que não, mas, para mim, e olha que eu sofri também por causa de estatura, mas o mais baixo, o abaixo da média, ele tem que ser acima da média tecnicamente, que eu acredito que seja o caso dele [Vágner]”, acrescentou o profissional do Coritiba.
Depois de deixar o Athletico, em 2008, Vágner Silva jogou pelo Desportivo Brasil. Mas foi em Portugal onde fez carreira, com seis temporadas no Estoril Praia, duas no Boa Vista, uma no Nacional e duas no Torreense. Entre as passagens pelos clubes portugueses, também jogou no já extinto RE Mouscron, da Bélgica, e o Qarabag, do Azerbaijão.
Desde o ano passado no Operário, Vágner ganhou a posição na meta sob o comando de Alex de Souza e se consolidou como um dos principais nomes do time após a chegada de Luizinho Lopes.
Na campanha do título do Campeonato Paranaense, o goleiro foi o herói nos pênaltis durante as semifinais e também na decisão. Contra o Coxa, Vágner defendeu a cobrança do atacante Lavega. E na final diante do Londrina, pegou as penalidades de Iago Teles e André Luiz.
O camisa 1 ainda garantiu a classificação do Fantasma contra o mesmo Tubarão na quarta fase da Copa do Brasil. Nos acréscimos, Vágner defendeu o pênalti do atacante Bruno Santos e garantiu a vitória por 1 a 0. A vitória levou o clube da Ponta Grossa para um confronto inédito com o Fluminense, com direito a jogo no Maracanã.
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