Radio Aurora
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • HOME
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • Geral
    • Política
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Saúde
  • Contato
  • HOME
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • Geral
    • Política
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Saúde
  • Contato
Radio Aurora
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Radio Aurora
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Geral
Ondas de calor ainda são negligenciadas no Brasil, diz pesquisadora

Ondas de calor ainda são negligenciadas no Brasil, diz pesquisadora

Redação by Redação
11 de agosto de 2026
in Geral
0
Share on FacebookShare on Twitter

Logo Agência Brasil

As ondas de calor ainda são um desastre “completamente negligenciado” no Brasil e podem se tornar mais frequentes e intensas com a chegada de um novo El Niño. O alerta é da professora do Departamento de Meteorologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Renata Libonati, que também é membro do Comitê de Especialistas em Monitoramento Climático da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

Com base em dados do Sistema Único de Saúde (SUS) de 14 regiões metropolitanas do país, a pesquisadora afirma que foram identificadas 50 mil mortes motivadas por ondas de calor entre os anos 2000 e 2020. Apesar do número expressivo, o problema ainda não recebe a devida importância, na avaliação da pesquisadora.

Notícias relacionadas:

  • Temperaturas em São Paulo voltam a subir a partir de quarta-feira.
  • Rio Grande do Sul contabiliza 2,6 mil desalojados após tempestades.
  • Comunidades criam soluções para mitigar efeitos da crise climática.

“Esse número é 20 vezes maior do que o número de mortes por deslizamentos de terra no mesmo período. Isso significa que as ondas de calor ainda são um desastre completamente negligenciado no nosso país. Não têm o impacto de outros tipos de tragédia, em que as mortes são imediatas. Estamos acostumados a achar que, por morarmos em um país tropical, estamos acostumados com calor. E isso não é verdade”, disse Renata Libonati.

A afirmação foi feita durante o painel O que esperar do El Niño, realizado nesta terça-feira (11) no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro. Também participaram os pesquisadores Paulo Artaxo, da Universidade de São Paulo (USP), e José Marengo, do Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden).

O fenômeno climático, que altera a circulação dos ventos e o clima em todo o planeta, deve fazer com que 2026 registre temperaturas excepcionalmente altas, disseram os especialistas.

Além dos impactos sobre a saúde, Renata Libonati apresentou dados que relacionam El Niño, ondas de calor, secas e incêndios. Segundo ela, o fenômeno pode favorecer o acoplamento desses eventos, aumentando as condições para propagação do fogo.

“Nos últimos 40 anos, as condições de perigo elevado de fogo aumentaram cerca de 18% durante anos de El Niño nas regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste. Temos um contexto de mudança climática com um acoplamento maior entre seca, fogo e ondas de calor”, afirmou.

Impactos variam entre regiões

José Marengo, do Cemaden, ressaltou que os efeitos do El Niño não serão iguais em todo o país. No Sul, o fenômeno costuma estar associado ao aumento das chuvas e, consequentemente, ao maior risco de enchentes.

No Norte e no Nordeste, a tendência é de redução das chuvas e aumento do risco de seca. No Centro-Oeste, pode haver atraso no início da estação chuvosa e mais ondas de calor. No Sudeste, a expectativa é de temperaturas elevadas e maior irregularidade das chuvas.

“O El Niño não cria problemas. Ele agrava a situação de problemas que já existem”, resumiu Marengo.

O pesquisador também destacou que os efeitos do fenômeno ultrapassam o campo meteorológico e podem atingir a produção de alimentos, o transporte, o fornecimento de energia e a economia.

“Não vemos o El Niño só como um fenômeno climático que aquece as águas do Oceano Pacífico. É um choque climático que afeta todos esses setores, portanto, tem impacto sobre a vida de todas as pessoas”, disse.

Preparação

Paulo Artaxo participou dos três últimos relatórios do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC), principal órgão científico global das Nações Unidas. Segundo o pesquisador, o Brasil precisa acelerar a adaptação a um clima que já apresenta temperaturas mais elevadas e maior frequência de eventos extremos. O país já registra aquecimento médio próximo de 2°C, acima da média global.

Para Artaxo, experiências anteriores de desastres deveriam ter servido de lição para governos municipais, estaduais e federal.

“A gente tinha que mais bem preparado para a chegada de um próximo El Niño, para não repetir sofrimentos iguais aos que tivemos em 2024”, afirmou.

Ele destacou também que os processos de adaptação climática nas cidades devem levar em consideração as desigualdades sociais, porque os efeitos dos eventos extremos não atingem a população de maneira uniforme.

“Esses fenômenos impactam principalmente os mais vulneráveis, os mais pobres”, afirmou.

A vulnerabilidade está relacionada, entre outros fatores, ao acesso desigual aos serviços de saúde, às condições de moradia, à exposição ao ar livre e à possibilidade de utilização de mecanismos de refrigeração. O pesquisador citou a diferença entre pessoas que podem utilizar ar-condicionado durante períodos de calor extremo e moradores de comunidades que vivem em casas com telhados de zinco, que podem permanecer expostas a temperaturas elevadas durante a noite.

“É responsabilidade nossa cuidar para minimizar esses danos na população”, disse Artaxo. “O Brasil é a nona maior economia do planeta. Nós não somos um país pobre. Nós não precisamos nem podemos passar por esses problemas que temos passado por falta de estratégia de adaptação climática.”

CompartilharTweetEnviar
Anterior Post

Agressões domésticas contra mulheres crescem 28,9% em dias de futebol

Proximo Post

Aeródromo de São João da Barra avança em tratativas e pode ampliar conexão aérea do município

Redação

Redação

RelacionadaPostagens

Cristiano Ronaldo deixa seleção de Portugal após fala de Jorge Jesus
Geral

Cristiano Ronaldo deixa seleção de Portugal após fala de Jorge Jesus

30 de setembro de 2026
TSE forma maioria para manter retirada de posts sobre Nossa Senhora
Geral

TSE forma maioria para manter retirada de posts sobre Nossa Senhora

30 de setembro de 2026
Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, leva Prêmio Vladimir Herzog
Geral

Caminhos da Reportagem, da TV Brasil, leva Prêmio Vladimir Herzog

30 de setembro de 2026
Áudio do prefeito de Quissamã vira denúncia ao MP por possível assédio eleitoral
Geral

Áudio do prefeito de Quissamã vira denúncia ao MP por possível assédio eleitoral

30 de setembro de 2026
Mulher morre após grave acidente envolvendo caminhão e moto em SFI
Geral

Mulher morre após grave acidente envolvendo caminhão e moto em SFI

30 de setembro de 2026
Líder nas pesquisas, Eduardo Paes promete oito Super Centros de Especialidades para reduzir filas na saúde do RJ
Geral

Líder nas pesquisas, Eduardo Paes promete oito Super Centros de Especialidades para reduzir filas na saúde do RJ

30 de setembro de 2026
Benedita critica Portinho e relembra mudanças em projeto sobre publicidade das bets
Geral

Benedita critica Portinho e relembra mudanças em projeto sobre publicidade das bets

29 de setembro de 2026
TSE irá julgar decisão que barrou postagens sobre Nossa Senhora
Geral

TSE irá julgar decisão que barrou postagens sobre Nossa Senhora

29 de setembro de 2026
Proximo Post
Aeródromo de São João da Barra avança em tratativas e pode ampliar conexão aérea do município

Aeródromo de São João da Barra avança em tratativas e pode ampliar conexão aérea do município

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Radio Aurora

  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Contato

Radio Aurora © by Rede Aurora de Comunicação

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • HOME
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • Geral
    • Política
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Saúde
  • Contato

Radio Aurora © by Rede Aurora de Comunicação