Com o transplante de rim realizado nesta semana, o Hospital Escola Álvaro Alvim retomou o Serviço de Transplante Renal que já funcionou entre o período de 2000 e 2012, que chegou a fazer 50 transplantes renais. A paciente de 49 anos com doença renal crônica, em tratamento de hemodiálise há cerca de 5 anos, recebeu o órgão de sua irmã.
As cirurgias de doadora e receptora, foram realizadas simultaneamente por cerca de 6 horas, pela equipe multiprofissional do HEAA e apoio de especialistas do HUCFF-RJ, sendo viabilizada pelo SUS. A doadora, submetida a procedimento cirúrgico por videolaparoscopia, recebeu alta em 48h, para retomada de vida normal. A receptora se recupera bem no hospital e em breve receberá alta.
A volta do programa foi possível com a renovação autorização para realizar captação e transplante renal pela Secretaria de Atenção Especializada à Saúde do Ministério da Saúde na Portaria SAES/MS nº 3.940. Com isso, o hospital está apto para realizar o procedimento pelo SUS, convênios e particular.
O transplante renal é reconhecido pelo seu impacto positivo na qualidade de vida e longevidade de pacientes com doença renal crônica. Em Campos, há cerca de 350 pacientes em tratamento de hemodiálise, dos quais 60% são elegíveis para transplante, seja por doador vivo ou falecido. Além disso, cerca de 30 pacientes aguardam na fila para início de hemodiálise.
Segundo o Dr. Luiz Eduardo Castro, Responsável Técnico pelo Serviço de Transplante Renal, a cirurgia realizada no HEAA foi um importante marco após dois anos de trabalho para retomada dos transplantes no HEAA. “Estamos muito satisfeitos com essa conquista do HEAA que repercutirá na qualidade de vida dos pacientes renais, na assistência e desenvolvimento da medicina em Campos e região”.
O diretor do HEAA, Dr. Geraldo Venancio destacou que o hospital dispõe de estrutura e equipe capacitadas para realizar tanto a captação quanto os transplantes. “O ambulatório especializado já está em funcionamento, com equipe multidisciplinar formada por nefrologistas, cirurgiões, urologistas e profissionais de enfermagem, psicologia, nutrição e assistência social.”









