O futebol e a sua infinita capacidade de emocionar quem o ama continuam a surpreender. Nem mesmo o multicampeão Felipe Melo, que já viu de tudo durante a sua carreira como jogador, está vacinado contra esse esporte que tanto amamos.
Qual outro esporte é capaz de, em um jogo da Segunda Divisão do Campeonato Carioca, emocionar um tricampeão da Libertadores, campeão brasileiro, jogador de Copa do Mundo e atleta que já pisou nos maiores palcos e atuou nas principais ligas do mundo? Pois é. O futebol é danado.
O jogo de volta da final do Carioca não foi um jogo qualquer. Teve de tudo: pênalti cobrado com paradinha (o que é proibido), gol nos acréscimos, disputa de pênaltis com viradas e, no fim, o torcedor do Americano viu chegar ao fim o jejum de sete anos fora da elite e saiu do Aryzão com o coração pulsando de alegria.
Foi um jogo para testar o coração de qualquer torcedor, até mesmo de quem já vivenciou de tudo nesse esporte. No fim, porém, veio o sorriso de volta ao rosto do alvinegro. Privilegiado foi quem pôde participar desse momento.
Vale também uma honrosa menção à torcida do Americano, que lotou a casa do seu maior rival e apoiou o time até o fim. O incentivo foi tão grande que, na disputa de pênaltis, uma multidão se deslocou de um setor para o outro para empurrar o clube do coração.
Parabéns ao elenco e a todo o staff do Americano. Quem também vence é o futebol campista, que volta a ter um representante na elite do Campeonato Carioca.
Ficam aqui também os meus parabéns ao Cardoso Moreira e ao Campos pelo acesso à Série B2, além das energias positivas para o Goytacaz, que disputará a Série B1 em setembro.







