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Jornalista e pré-candidata Ana Paula Mendes expõe demora no tratamento de câncer e drama de pacientes no Norte Fluminense

Jornalista e pré-candidata Ana Paula Mendes expõe demora no tratamento de câncer e drama de pacientes no Norte Fluminense

Redacao by Redacao
26 de maio de 2026
in Geral
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A jornalista Ana Paula Mendes esteve em Campos dos Goytacazes para mostrar um drama que cresce silenciosamente no interior do Rio: a demora no tratamento de pacientes com câncer. A reportagem especial traz denúncias sobre filas de espera, dificuldades de acesso a consultas e exames e o sofrimento de famílias que convivem diariamente com a angústia da espera.

Durante a reportagem, Ana Paula visitou o Hospital Álvaro Alvim, uma das três unidades que realizam tratamento oncológico em Campos e atendem pacientes de oito cidades da região Norte Fluminense. Segundo denúncias apresentadas à Secretaria de Estado de Saúde, mais de 80 pacientes aguardam desde janeiro pela primeira consulta oncológica — um prazo muito acima do previsto em lei.

Desde 2013, uma lei federal determina que o tratamento de pacientes com câncer pelo SUS deve começar em até 60 dias após o diagnóstico. Na prática, porém, muitas famílias enfrentam meses de espera enquanto lutam contra o avanço da doença.

“Foi convivendo com situações como essa, ouvindo o sofrimento das pessoas e cobrando soluções durante anos como jornalista, que decidi entrar para a política”, afirma Ana Paula Mendes, pré-candidata a deputada estadual. “Cansei de apenas denunciar. Quero ajudar a transformar essa realidade.”

A reportagem mostra o caso emocionante de dona Joelma Marta Rodrigues, de 69 anos, moradora de Goytacazes. Diagnosticada com câncer nos rins em dezembro do ano passado, ela ainda aguarda o início do tratamento. Sem conseguir realizar exames pelo SUS, reuniu ajuda de amigos e familiares para tentar custear uma biópsia em Itaperuna.

Além da própria luta contra a doença, dona Joelma carrega outra responsabilidade delicada: cuidar da mãe de 103 anos, acamada. Entre o medo, a dor e a incerteza, ela vive a angústia de não saber quando finalmente conseguirá atendimento.

A situação é tão grave que vereadores de Campos articulam a instalação de uma CPI para investigar a regulação estadual nos casos de pacientes oncológicos.

Atualmente, o tratamento contra o câncer em Campos é realizado nos hospitais Álvaro Alvim, Beneficência Portuguesa e Dr. Beda. Porém, além da demanda local, as unidades também recebem pacientes de outros sete municípios da região, muitos deles sem estrutura própria para atendimento oncológico.

A Defensoria Pública informou que realiza reuniões frequentes com as secretarias municipal e estadual de Saúde para tentar agilizar os atendimentos e revelou que dezenas de ações judiciais são movidas todos os meses para garantir o acesso urgente ao tratamento.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a regulação é feita com base em critérios técnicos e que atua permanentemente para garantir o acesso da população fluminense à assistência especializada, de acordo com a gravidade de cada caso. Já a Secretaria Municipal de Saúde de Campos afirmou que a regulação de pacientes oncológicos é responsabilidade do Governo do Estado e que o município atua no acolhimento e encaminhamento dos pacientes.

Para Ana Paula Mendes, o problema vai além dos números e das discussões políticas.

“O câncer não espera. E essas famílias também não podem mais esperar.”

A jornalista Ana Paula Mendes esteve em Campos dos Goytacazes para mostrar um drama que cresce silenciosamente no interior do Rio: a demora no tratamento de pacientes com câncer. A reportagem especial traz denúncias sobre filas de espera, dificuldades de acesso a consultas e exames e o sofrimento de famílias que convivem diariamente com a angústia da espera.

Durante a reportagem, Ana Paula visitou o Hospital Álvaro Alvim, uma das três unidades que realizam tratamento oncológico em Campos e atendem pacientes de oito cidades da região Norte Fluminense. Segundo denúncias apresentadas à Secretaria de Estado de Saúde, mais de 80 pacientes aguardam desde janeiro pela primeira consulta oncológica — um prazo muito acima do previsto em lei.

Desde 2013, uma lei federal determina que o tratamento de pacientes com câncer pelo SUS deve começar em até 60 dias após o diagnóstico. Na prática, porém, muitas famílias enfrentam meses de espera enquanto lutam contra o avanço da doença.

“Foi convivendo com situações como essa, ouvindo o sofrimento das pessoas e cobrando soluções durante anos como jornalista, que decidi entrar para a política”, afirma Ana Paula Mendes, pré-candidata a deputada estadual. “Cansei de apenas denunciar. Quero ajudar a transformar essa realidade.”

A reportagem mostra o caso emocionante de dona Joelma Marta Rodrigues, de 69 anos, moradora de Goytacazes. Diagnosticada com câncer nos rins em dezembro do ano passado, ela ainda aguarda o início do tratamento. Sem conseguir realizar exames pelo SUS, reuniu ajuda de amigos e familiares para tentar custear uma biópsia em Itaperuna.

Além da própria luta contra a doença, dona Joelma carrega outra responsabilidade delicada: cuidar da mãe de 103 anos, acamada. Entre o medo, a dor e a incerteza, ela vive a angústia de não saber quando finalmente conseguirá atendimento.

A situação é tão grave que vereadores de Campos articulam a instalação de uma CPI para investigar a regulação estadual nos casos de pacientes oncológicos.

Atualmente, o tratamento contra o câncer em Campos é realizado nos hospitais Álvaro Alvim, Beneficência Portuguesa e Dr. Beda. Porém, além da demanda local, as unidades também recebem pacientes de outros sete municípios da região, muitos deles sem estrutura própria para atendimento oncológico.

A Defensoria Pública informou que realiza reuniões frequentes com as secretarias municipal e estadual de Saúde para tentar agilizar os atendimentos e revelou que dezenas de ações judiciais são movidas todos os meses para garantir o acesso urgente ao tratamento.

Procurada pela reportagem, a Secretaria Estadual de Saúde informou que a regulação é feita com base em critérios técnicos e que atua permanentemente para garantir o acesso da população fluminense à assistência especializada, de acordo com a gravidade de cada caso. Já a Secretaria Municipal de Saúde de Campos afirmou que a regulação de pacientes oncológicos é responsabilidade do Governo do Estado e que o município atua no acolhimento e encaminhamento dos pacientes.

Para Ana Paula Mendes, o problema vai além dos números e das discussões políticas.

“O câncer não espera. E essas famílias também não podem mais esperar.”

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