O Coritiba finalmente conseguiu uma vitória como mandante em partida na qual foi amplamente dominado pelo Atlético-MG. Coisas do futebol, dirão, mas a realidade é que, ao abrir a contagem logo aos seis minutos do primeiro tempo, o Coxa conseguiu administrar a vantagem pela extraordinária capacidade do seu setor defensivo e, obviamente, da inoperância ofensiva do Galo.
Josué cobrou escanteio e Breno Lopes completou. Partindo em busca do empate, o Atlético-MG abriu espaços na retaguarda que não foram aproveitados pelo time de Fernando Seabra pela falta de iniciativa do meio de campo e categoria ofensiva.
Basta observar o scout da partida para verificar os números registrados: o Atlético-MG teve oito escanteios contra apenas dois do Coritiba; além de vinte e três finalizações contra apenas três a favor dos mandantes. Cuello acertou uma bola na trave, mas o goleiro Pedro Rangel trabalhou bem na maioria das tentativas do Galo no jogo inteiro.
Na etapa complementar, logo após as substituições de Josué e Breno Lopes por Lavega e Thiago Santos, o zagueiro Lyanco ao tentar afastar o perigo da grande área acabou entregando para Pedro Rocha que se surpreendeu com o rumo da bola, que acabou no fundo das redes do goleiro Everson.
Melhor impossível para a torcida coxa-branca que aguardava, há algum tempo, um triunfo do seu time no Alto da Glória. Assim, o Coritiba voltou a vencer em casa e o Athletico perdeu para ele mesmo. Sim, esta é a única explicação para a vitória do Palmeiras que realizou uma apresentação medíocre, fez o gol com Gustavo Gómez, teve Murilo expulso e nada mais.
Perdido em campo no primeiro tempo, com apenas uma finalização de Viveros no inicio do jogo, o Furacão fracassou completamente sem saída de bola, passes errados e inoperância coletiva.
O técnico Odair Hellmann fez de tudo para mudar o panorama, chegando a colocar cinco atacantes, se é que Zapelli pode ser considerado como tal, diante das circunstâncias.
Mas nada do gol de empate, pois os jogadores se mostraram tecnicamente abaixo, muito abaixo do razoável, pois simplesmente não conseguiram realizar jogadas trabalhadas com a bola no chão. Foi só na base do chuveirinho, daí não há tatu que resolva.
O ala esquerdo Esquivel realizou a sua pior atuação desde que chegou, pois só cruzou a bola para a área facilitando a vida da atarantada defesa palmeirense. Foi incapaz de tentar uma jogada de linha de fundo, que era o beabá do futebol inteligente do passado.
O árbitro chegou a marcar uma penalidade máxima de Benedetti sobre Viveros, mas voltou atrás, após consultar o VAR, mantendo o padrão de apito à moda casa.
LEIA TAMBÉM:









