As estatísticas transbordaram antes do primeiro Atletiba pelo Campeonato Brasileiro, inclusive com a informação de que o Furacão não perdia o clássico na Série A há mais de duas décadas, mas em compensação também não vencia o grande jogo há três anos.
Números e levantamentos à parte, a bola rolou e registrou-se a maior vitória de Odair Hellmann ou o Athletico voltou a ser um time confiável. Mas, do outro lado, Fernando Seabra teve a sua maior derrota ou o Coritiba mostrou que ainda não é um time confiável. Escolha a sua casa de apostas para registrar o palpite.
Primeiro, o Coxa não jogou bem e isso só nos remete à partida anterior, em Mirassol, na qual ele saiu vitorioso, mas com amplo domínio do adversário e uma excepcional atuação do goleiro Pedro Rangel.
No clássico, o meio de campo atleticano engoliu o sistema de armação do Coritiba, daí a minha sensação de que esta foi a maior vitória do técnico Odair Hellmann como estrategista, pois ele simplesmente apostou em Dudu, com Luis Gustavo e Jádson, não perdendo tempo com Portilia e Zapelli. Simples assim.
Uma decisão inteligente, e levemente retrátil, para insatisfação dos agentes que empurram jogadores estrangeiros para o Furacão nos últimos anos, tanto que o próprio Dudu abriu a contagem, após assistência do atacante Julimar.
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O time do Coritiba seguiu confuso e idefinido em campo, enquanto que, mesmo sem um futebol requintado, o Athletico foi superior, acionando bem os alas, tramando as jogadas com racionalidade pela meia cancha e com o impulsivo Viveros no ataque.
Que figura, esse Viveros! Força física excepcional, técnica relativa e gol. Um abraço para o gaiteiro, pois o show já terminou.
O restante do clássico foi apenas o cumprimento do protocolo futebolístico, com o Coxa perdidão, Josué em má jornada e Maicon expulso. O jogo e o resultado indicam que a dupla Atletba esta com performance dentro da média técnica deste medíocre Campeonato Brasileiro da série A.
Tudo pode acontecer, mas, pelo que vi, até agora, ambos merecem estar na primeira página da classificação. Clássico é clássico e o resto é mera especulação.









