Brasileirão, Baixada: Athletico 2 x 0 Internacional.
Com Leozinho não há tédio, só emoção.
Aos 14 minutos, uma bola atravessada pelo zagueiro do Internacional, Maripán, chega a Leozinho que, de frente para o gol e com o goleiro caído, perde uma chance incrível. Mas, aos 46 minutos, ao ganhar a bola do zagueiro Juninho, percorre o meio campo e, acossado na grande área, quase caindo e quase sem ângulo, chuta cruzado. Athletico 1 a 0.
Com Viveros não há tédio, só emoção.
Aos 35 minutos, Leozinho cruza e Viveros, livre, de frente para o gol, cabeceia para fora. Mas, aos 60 minutos, atento ao jogo, aproveita a falha de Félix Torres, dribla o goleiro Anthoni e marca. Athletico 2 a 0.
Mas poderia ter sido bem diferente.
A zaga do Furacão, formada por Terán, Aguirre e Esquivel, cometeu erros. Sistematicamente, na etapa final, ofereceu espaços para o Internacional criar e desperdiçar oportunidades, como as que Bernabei, Bruno Henrique e Alerrandro perderam. E que Santos, na última bola, salvou.
Saio do meu padrão de texto, dissertando sobre os fatos, para destacar o seguinte: este jogo na Baixada provou que a lição de Johan Cruyff não envelhece:
“O futebol é cometer erros e não se frustrar. Aquele que comete menos, ganha o jogo.”
Aproveitando-se do caos defensivo gaúcho, bastou ao Furacão uma única virtude, que o Inter não teve: a qualidade para transformar em gols os erros do adversário.
Contra o Corinthians, em Itaquera, pode não ser assim.
Luiz Gustavo foi o melhor.
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