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Fabricantes brasileiras de dispositivos médicos marcam presença na FIME

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A delegação brasileira estará pela 19ª vez presente na FIME (Florida International Medical Expo), feira que acontecerá entre 21 e 23 de junho em Miami (EUA) e é considerada a maior do segmento médico-hospitalar das Américas. O pavilhão nacional, organizado pelo Brazilian Health Devices, projeto de exportação setorial da Associação Brasileira da Indústria de Dispositivos Médicos (ABIMO) em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), contará com 37 fabricantes nacionais.  

“Os Estados Unidos são os principais compradores de dispositivos médicos brasileiros, sendo que somente em 2022 adquiriram mais de US$ 230 milhões da nossa indústria, valor 10,7% superior ao registrado em 2021”, comenta Larissa Gomes, gerente de projetos e marketing internacional da ABIMO. Somente do segmento médico-hospitalar – foco do evento -, o valor importado pelos norte-americanos alcançou US$ 181,3 milhões, o que corresponde a 78,3% do total exportado pelo país.  

De fato, os produtos médico-hospitalares brasileiros (como pensos adesivos, agulhas para sutura, sacos e bolsas de polímeros de etileno, válvulas cardíacas e aparelhos ortopédicos) são muito apreciados também fora do continente americano. Tanto que, em 2022, esse segmento foi o responsável por quase 65% de todos os dispositivos médicos exportados pelo Brasil, montante que atinge US$ 586,5 milhões e representa um considerável aumento de 17,6% no comparativo com o ano anterior.  

Com mais de 860 expositores e recebendo, em média, 10.500 visitantes, a FIME tem sido uma excelente porta de entrada para a indústria brasileira que está iniciando seus projetos de internacionalização. É o caso da Globaltec que, representada por Thais Braz, buscará bons contatos na feira.  

“A FIME será um termômetro para que nós possamos avaliar a entrada da marca em países latino-americanos. Principalmente agora que temos um novo produto em nosso portfólio e queremos sentir como será o interesse do mercado externo sobre ele”, comenta Thais. Segundo ela, a companhia está com toda a parte regulatória nacional finalizada para a venda interna deste produto e vem participando dos diversos cursos promovidos pela ABIMO para iniciar a regulamentação para a América do Sul. Na feira, o time de vendas também sentirá se vale a pena investir na obtenção do registro junto à FDA (Food and Drug Administration) para a venda nos Estados Unidos.  

Há, no pavilhão nacional, empresas com diferentes níveis de experiência no evento. A Viveo volta à exposição depois de uma primeira participação focada em consolidar o reconhecimento da marca junto aos grandes players do setor. “Pretendemos dar sequência aos negócios iniciados na edição anterior e conquistar novos clientes, principalmente na América Latina e no Oriente Médio”, diz o gerente de exportação Jueci Oliveira.  

Apesar de exportar para 20 países, a empresa ainda não tem distribuidores firmados em território norte-americano, sendo esse, também, um dos interesses da companhia. “Nossos principais diferenciais são produtos altamente qualificados com capacidade de escala de produção, facilidade de acesso e confiabilidade”, complementa Oliveira.  

Enquanto isso, a Ibramed, que também estará no pavilhão brasileiro, tem uma experiência de muitos anos na feira, tendo participado praticamente de todas as edições e, com isso, definido estratégias interessantes para melhor aproveitar os dias de evento. De acordo com Daniel Marques, gerente comercial da companhia, a FIME é um importante ponto de encontro com clientes e parceiros. “Temos a oportunidade de encontrar nossos distribuidores para renegociar e realinhar as estratégias comerciais”, diz.  

A marca já tem uma participação forte em todo o mercado latino-americano e, agora, está em busca de bons contatos com países da América Central como Costa Rica, El Salvador e Guatemala. “Vemos, nessas nações, um bom público-alvo para nossos equipamentos”, complementa.  

Em 2022, a FIME foi realizada no final de julho e o pavilhão brasileiro, que continha 34 empresas, fechou US$ 1,7 milhão em negócios, além da expectativa de desdobrar esse valor para US$ 15 milhões nos 12 meses seguintes ao evento.  

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