A imagem que ficou na derrota para a Noruega por 2 a 1, em Nova Jersey, que eliminou a Seleção Brasileira da Copa do Mundo, foi a de Neymar: sem equilíbrio moral, em pedaços físicos, foi o motor da onda midiática comercial que vendeu ilusões à parcela jovem do povo brasileiro.
Com mentiras, simulou o mundo real. Usando do romantismo do passado, não percebeu de que as cinco estrelas que o simbolizam já perderam o brilho. Bem pensado para resumir, a imagem de Neymar, que foi a da Seleção Brasileira, explica bem o Brasil, que não poderá limpar a sujeira que se espalha por todos os seus Poderes.
O pênalti perdido por Bruno Guimarães, o gol perdido por Endrick e as arruaças finais de Neymar já estavam embutidos no preço. O mais grave é que tudo foi manejado por aquele de quem menos se esperava: o treinador italiano Carlo Ancelotti. Confesso que, em um dado momento do jogo em Nova Jersey, lembrei de Tite.
Em 2022, o Brasil foi eliminado pela Croácia, no Catar, pelo casuísmo de um único chute adversário com bola correndo e, depois, na decisão por pênaltis.
Agora, foi eliminado por uma ação entre amigos comandada por Ancelotti: levando Alisson, Ederson, Weverton, Danilo, Marquinhos, Alex Sandro, Casemiro, Lucas Paquetá, Bremer, Martinelli e Fabinho, que constituíram a geração mais perdedora do futebol brasileiro. A convocação de Neymar foi a marca de Ancelotti e que não incentiva a continuar com crédito.
O mais grave da eliminação do Brasil não foi a derrota em si para a Noruega por 2 a 1, pois já estava no campo do previsível para aqueles que são razoáveis tratando, também, de futebol. Foi a prova definitiva que precisava ser dada em uma Copa do Mundo e com o comando do técnico estrangeiro mais vencedor na Europa, de que não temos mais a qualidade técnica que nos transformou em reis do futebol.
Para ser especifico, tomo como exemplo esse jogo que mandou o Brasil de volta para casa. A Noruega, que até um dia desses era tratada como um time mecânico, sem cintura e só força física, deu uma aula tática e técnica no time brasileiro. Todas as tentativas brasileiras foram fúteis como são quando não há dedicação, respeitos aos valores implícitos e recusa em desistir.
Abandonar a própria identidade, exportando jogador e comprando lotes de estrangeiros, tem um preço que não há como ser pago em quatro anos.
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