Radio Aurora
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • HOME
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • Geral
    • Política
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Saúde
  • Contato
  • HOME
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • Geral
    • Política
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Saúde
  • Contato
Radio Aurora
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Radio Aurora
Nenhum resultado
Ver todos os resultados
Home Geral
No DF, indígenas pedem demarcações e combate às mudanças climáticas

No DF, indígenas pedem demarcações e combate às mudanças climáticas

Redação by Redação
13 de outubro de 2025
in Geral
0
Share on FacebookShare on Twitter

Logo Agência Brasil

A artesã Luana Kaingang, de 34 anos, utiliza no corpo peças produzidas por pessoas da sua comunidade, em um território demarcado em Porto Alegre (RS). O problema é que as mudanças climáticas têm abalado a renda de seu povo. 

“A criciúma, a taquara e o komag não crescem como antes”, conta.

Notícias relacionadas:

  • Restauro florestal pode render US$ 100 bi por ano a países tropicais.
  • Com 460 km, Trilha Amazônia Atlântida será inaugurada na COP30.
  • Pré-COP começa com contribuições de 67 países para negociações globais.

São com essas plantas que é produzido o artesanato na comunidade de 58 famílias. “Passamos por períodos de longa estiagem e de temporais. Isso prejudica muito nossa terra”, lamentou. 

Enfrentar as mudanças do clima é ainda mais difícil quando não há sequer segurança no lugar em que se vive. Ela estava entre os cerca de 200 representantes de povos indígenas de todo o país que realizaram um evento nesta segunda-feira (13), em Brasília, pedindo a regularização de terras.

Eles andaram até o gramado em frente ao Ministério da Justiça, na Esplanada dos Ministérios, e fizeram falas de reivindicação. 

“Escudo contra desmatamento”

Segundo o diretor-executivo da Apib, Kleber Karipuna, cada terra indígena demarcada é um “escudo” contra o desmatamento.

“A ciência comprova o que já sabemos: terra demarcada é floresta em pé e viva. Só nossos territórios na Amazônia geram 80% das chuvas que regam o agronegócio no Brasil”. 

O ato, promovido pela Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib) com apoio da Avaaz, integra a programação da Pré-COP Indígena, que acontece em Brasília, também na terça-feira (14), em paralelo à Pré-COP dos Estados;

Segundo a Apib, a demarcação de 104 Terras Indígenas aguarda apenas as etapas finais no Executivo Federal. 

Brasília (DF), 13/10/2025 - Passeata indígena em defesa da demarcação de terras. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília (DF), 13/10/2025 – Passeata indígena em defesa da demarcação de terras. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

 

Proteção

Ele exemplificou que, apenas na Amazônia, entre 2001 e 2021, esses territórios absorveram cerca de 340 milhões de toneladas de CO2 da atmosfera, o equivalente às emissões anuais de combustíveis fósseis do Reino Unido. 

Um argumento importante que mostra o papel desses defensores da natureza é que as Terras Indígenas já demarcadas da Amazônia apresentam índice de desmatamento baixíssimo, tendo perdido historicamente apenas 1,74% de sua vegetação original.

O ato fez parte da campanha “A Resposta Somos Nós”, da Apib. Inclusive, a entidade lançou neste ano a NDC Indígena (Contribuições Nacionalmente Determinadas), construída pelos próprios povos, que propõe incluir a proteção de territórios, saberes e modos de vida como parte das metas oficiais do Brasil no Acordo de Paris.

Modo de vida

No caso de Luana Kaingang, do Rio Grande do Sul, a demarcação viabiliza o modo de vida da agroecologia e de proteção das matas nativas.

“Na nossa região, a nossa principal reivindicação é para manter o parque e não criar prédios, condomínios, com a especulação imobiliária”.

Também da Região Sul e do povo Kaingang, a artesã Kauane Félix, de 24 anos, tinha nos braços o filho de dois anos de idade, agasalhado por uma bandeira do Brasil. Ela vive em comunidade rural na cidade de Novas Laranjeiras. Segundo ela, o desmatamento nas redondezas, promovido por  invasores têm sido um problema para o seu povo. 

Brasília (DF), 13/10/2025 - Kauane Felix participa de passeata indígena em defesa da demarcação de terras. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil Brasília (DF), 13/10/2025 - Kauane Felix participa de passeata indígena em defesa da demarcação de terras. Foto: Valter Campanato/Agência Brasil
Brasília – 13/10/2025 – Kauane Félix fala do impacto do desmatamento em sua comunidade – Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Com mais araucárias nativas derrubadas, mais vulnerável fica o seu povo. “Está impactando nossa alimentação. Impacto no milho, feijão, mandioca e também nas frutas nativas, como a pitanga”. O lugar não é igual como era na sua infância. “Quando eu era criança, era muito frio. Hoje, na mesma época, está calor”.

Ela se orgulha que a comunidade tem conseguido trabalho de reflorestamento com apoio da Polícia Rodoviária Federal, que tem lançado sementes por helicóptero. 

Tensão na fronteira

Também presente no ato, a indígena Sally Nhandeva (foto em destaque), de 21 anos, que mora em Japurã, fronteira do Mato Grosso do Sul com o Paraguai, disse que há desafios no dia a dia. Um dos problemas reais que eles passam é, segundo ela, as ameaças de fazendeiros brasileiros e também paraguaios. 

“Queremos viver sem os agrotóxicos dos vizinhos. E proteger a nossa floresta. Eles entram na nossa comunidade querendo nos despejar”. O que tem protegido o seu povo é que a demarcação já chegou para eles. 

Mesmo diante das dificuldades, ela, que tem um filho, não pensa em deixar a comunidade. “Se a gente fugir, quem vai lutar por nós?”, questiona.

CompartilharTweetEnviar
Anterior Post

Destaques do Athletico estão pendurados e correm risco de ficar de fora do Atletiba

Proximo Post

Brasil reafirma urgência de financiamento para ações climáticas

Redação

Redação

RelacionadaPostagens

Paes promete zerar IPVA para motoristas de aplicativo no Rio
Geral

Paes promete zerar IPVA para motoristas de aplicativo no Rio

11 de setembro de 2026
Plataformas vão informar canais de denúncia de violência contra mulher
Geral

Plataformas vão informar canais de denúncia de violência contra mulher

11 de setembro de 2026
Mendonça levanta sigilo de quase 40 processos no STF
Geral

Mendonça levanta sigilo de quase 40 processos no STF

11 de setembro de 2026
STF: Gilmar Mendes sugere adiar sessão sobre conduta de Moraes
Geral

STF: Gilmar Mendes sugere adiar sessão sobre conduta de Moraes

11 de setembro de 2026
Poubel questiona decisão judicial que o impediu de fiscalizar o HGG: “Teria que pagar R$ 50 mil”
Geral

Poubel questiona decisão judicial que o impediu de fiscalizar o HGG: “Teria que pagar R$ 50 mil”

11 de setembro de 2026
Nova pesquisa Datafolha aponta Paes com 43% e Ruas com 25%
Geral

Nova pesquisa Datafolha aponta Paes com 43% e Ruas com 25%

11 de setembro de 2026
Projeto pago com emenda de Mario Frias não teve execução comprovada
Geral

Projeto pago com emenda de Mario Frias não teve execução comprovada

10 de setembro de 2026
Mega-Sena acumula para R$ 85 milhões; confira os números sorteados
Geral

Mega-Sena acumula para R$ 85 milhões; confira os números sorteados

10 de setembro de 2026
Proximo Post
Brasil reafirma urgência de financiamento para ações climáticas

Brasil reafirma urgência de financiamento para ações climáticas

Deixe um comentário Cancelar resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Radio Aurora

  • Termos de Uso
  • Política de Privacidade
  • Contato

Radio Aurora © by Rede Aurora de Comunicação

Nenhum resultado
Ver todos os resultados
  • HOME
  • Sobre Nós
  • Notícias
    • Geral
    • Política
    • Economia
    • Educação
    • Esportes
    • Saúde
  • Contato

Radio Aurora © by Rede Aurora de Comunicação